Como parar de gostar do meu colega de trabalho

Eu estava na metade da faculdade e meu trabalho era tão à frente de todos os colegas que eu acreditava sinceramente que tinha um talento nato para a coisa. Alou? Eu tirei 10 no meu teste de direção de arte, quem esse cara pensa que é para me falar como faço meu layout? Ele era um profissional. Eu era um estudante perigando virar pato. Como Parar de Gostar de Alguém. Todo mundo já se apaixonou por quem não deveria. Talvez você já saiba que a pessoa não combina com você ou ambos já estejam comprometidos com pessoas diferentes. Não importa, para conseguir deixar de gostar... Como parar de gostar de uma pessoa que sequer tem consideração por mim? Sempre fui apaixonada em um menino do meu colégio, mas nunca achei q era correspondida até 1 mês atrás. Ele passou a se aproximar de mim, sempre me abraçando, me olhando o tempo todo até pediu pra ficar comigo, mas ainda estava desconfiada, pois ele faz do tipo ... Inicial do nome:A Historia: O conheci no trabalho, e no começo não simpatizava com ele, fazia questão até mesmo de ser grossa e mal educada com ele, mas ele inexplicavelmente nunca me tratava mal, ao contrário. Então resolvi ser mais gentil, a ser com ele como era com todos, eu mesma. Afinal, ele vivia me elogiando, e eu passei a enxergar isso como uma tentativa dele para conquistar ... Não vais deixar de amá-lo, mas com o tempo aprenderás que surgirá como uma cicatriz: Ele fará parte do teu passado. Encontrarás um novo amor e poderá ser correspondido. Por 15 anos passei por uma casa que fica no caminho que eu fazia entre a casa que era da minha mãe e a casa que era da minha tia, sem saber que ali morava uma colega do ... Por favor preciso de ajuda. Meu pai trabalha no mesmo trabalho a 30 anos, e agora tem uma pessoa que trabalha com ele a pelo menos uns 20 anos que parou de conversar com ele é faz fofoca dele para o atual patrão, e estão fazendo muitas mudanças e desfazendo do meu pai. Se o seu colega de trabalho não gosta de você, ele está no direito dele. Só que coisas como respeito e profissionalismo independe de você gostar da pessoa ou não. Então, ao invés de ficar forçando a barra, eu acho melhor assumir uma atitude mais profissional, de respeito, independente do conflito de personalidade.

NÃO QUERO QUE TU MUDE, SÓ PARA DE SER TÃO DESAGRADÁVEL

2020.07.25 18:59 NikeBrandalise NÃO QUERO QUE TU MUDE, SÓ PARA DE SER TÃO DESAGRADÁVEL

ANTES DE TUDO, NN SEI SE ESSA HISTÓRIA ACABOU DE FATO JÁ QUE ELES (na história vcs vão entender) SÃO UMA CAIXINHA DE SURPRESAS. . Olá Luba, Gatas lindas e maravilhosas, editores, e turma que esta a ver e ouvir. Essa história eh meio longa mas eh boa (eu acho), . CAP.1 "NÃO QUERO QUE TU MUDE SÓ PARA DE SER TÃO DESAGRADÁVEL" . enfim eu a Marls, Carls, Farls, LAS, e outros que não tem nada haver com a história estavamos em um grupo de Whatsapp conversando, até que cada um começa a gravar um Tik Tok com o fundo verde com a foto de cada um e falando sobre oq acha dessa pessoa e tals e fiz o meu e falei que quando eu olhei pra Farls pela primeira vez eu achava ela mimada e chata, até aí tudo bem até que a Carls me manda msg (PRINT 1) Eu fiquei tipo, motivo besta neh, mas vamos lá mandei o áudio pedindo desculpas e "acabou". . Dias se passaram e o LAS manda um vídeo no grupo tentando me ofender (PRINTS NO GRUPO) Aí me tiraram do grupo e o LAS me mandou um áudio da Farls. Eu tentando entender oq estava acontecendo conversando com o LAS no privado, tentando consertar a situação, em resumo sou eu dizendo que eu nn sei como aquilo chegou nesse nível a discussão. (PRINT 3) Áudio (1:03) "Já que tu visualizou e nn respondeu quando eu tentei falar 100% educadamente contigo, as vezes quando tu fala tu passa uma idéia de superioridade em cima das pessoas, então por exemplo quando tu fala que tu tem essa opinião sobre uma pessoa, que eh isso que tu acha, e essa pessoa ainda pode te fazer mudar de opinião, tu se coloca numa posição que a pessoa talvez precise te provar alguma coisa, e isso eh um complexo de superioridade gigantesca, inclusive o fato de tu tá justificando as tuas ações tbm pode ser isso, a gente não precise que tu justifique nada a gente entendeu que talvez tu nn tenha falado com toda essa má intenção, ent só de parar para pensar, chegar a conclusão que oq tu fez fo babaca, já eh uma evolução muito grande eh isso." . . CAP. 2 OS ATRITOS DO PASSADO . Meio que baixou a poeira por aí estava tudo "certo" até que em uma aula de Biologia a sora manda a gente se reunir nos grupos que ela escolheu para resolver 1 questão do livro, Só que aqui em casa deu tudo errado o PC começou a travar, a internet caiu, tava um caos, ent mandei mensagem pra Jals(uma amiga minha) pedindo pra ela avisar que eu tava com problemas no pc e na net que se caso eu não consiga aparecer eh isso, mas quando eu consegui entrar todo mundo ficou queto e nn falaram nada, pensei que tava tudo certo, aí nn lembro quem me mandou mensagem dizendo que ia ser eu que ia apresentar a questão (SENDO QUE EU NN SABIA DE NADA) quando chegou a nossa vez eu sai da sala esperei uns 5 min e entrei dnovo, eles estavam apresentando o trabalho pelo chat, mas tudo bem dps que tudo normalizou expliquei a situação pra prof e ela entendeu. Na semana seguinte a Sora me mandou esperar ela no final da aula que ela queria conversar, a aula acabou e ela me disse que alguns colegas falaram que eu nn fiz a atividade em grupo por causa de atritos passados,ATRITOS PASSADOS. a sora ficou tremendo ela nn tava confortável ali falando sobre isso cmg mas por enquanto eh isso. Bom essa eh a minha história espero nn ter que conversar sobre isso na volta da aulas, já que as caixinhas de surpresas nn gostam de mim e por mais de isso nn ser uma novidadade, alguém nn gostar de mim naquele colégio. Enfim Obrigado por ler, e podem dar a opinião de vcs sobre isso nos comentários. bjs <40. PRINTS
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2020.06.13 03:55 SrtaAnonymouns Amizade, Drogas e Confusões - Eu sou a babaca?

Olá Luba e todo mundo que vai ler está história
Vou tentar encurtar um pouco a história pra não ficar tão grande.
Não sei se essa história vai ser escolhida, mas se for, essas duas ''amigas'' minhas vão vê-la. Enfim, tudo começou em 9/19 de junho de 2016, eu havia acabado de me mudar para minha primeira casa depois que eu, minha mãe e minhas irmãs fomos embora da roça. Houve complicações com meu pai e minha mãe na época. Eu não estava estudando porque estava esperando minha mãe me matricular numa escola depois da Ponte Amarela, no bairro Oficinas Velhas.
No meu primeiro dia de aula, conheci algumas pessoas que ainda falo quando as vejo, e outras, que perdi contato ou que apenas quero distância. Naquela escola eu conheci duas garotas, vou chamar uma de Dyah O´Brien, e outra de Unicórnia Suprema. Nessa época, eu estava na 3 ano. Fiz amizade com a Dyah O'Obrien, a outra ainda não havia chegado naquela escola, nem nos conhecer conhecia. Eu não falava muito com a Dyan, mas ainda assim éramos amigas.
No 4 ano (2017), a Unicórnia Suprema já havia chegado na escola. Eu não fui com a cara dela no começo. Pois como eu me achava muito inteligente, não queria outra garota inteligente na mesma sala que eu. No primeiro dia de aula que ela veio, ela lia os textos com a voz firme e em um bom tom, não errava uma palavra. A Dyah fez amizade com ela. Até que depois de alguns dias eu também fiz o mesmo. Pra mim a Unicórnia era como uma irmã. No 5 ano (2018), no primeiro dia de aula, eu conheci uma outra amiga minha. Essa eu vou chamar pelo nome dela, um nome maravilhosamente que sempre me conforta quando eu fico triste, Layla. Ou L.Burke, como eu e ela demos um novo nome quando eu quis escrever meu livro, e por ela como minha sócia.
Bom, no 5 ano eu conheci a Layla. Teve uma explicação longa da minha professora querida, Márcia. Eu não sabia que tinha de levar minha mãe, mas também não levaria, pois minha mãe com os problemas de saúde que tem, tem horário de tomar os seus remédios. Depois da longa explicação, as outras crianças que seriam nossos colegas foram embora com suas mães. Eu e Layla descemos as escadas para ficar aguardando alguém nos levar para casa. A Layla ia de van, e eu esperava minha mãe ou minhas irmãs me buscarem quando resolviam tudo, lá por volta dos 12:00. Eu e ela ficamos do lado de fora do portão na parte da frente da escola esperando. Eu puxei assunto e perguntei qual era o nome dela, e ela me disse ''Layla'', eu falei o meu também. Perguntei qual era idade e outras coisas a mais, mas a conversa não durou muito tempo. A coordenadora pediu para que entrássemos e ficássemos na cantina esperando. Sentamos na mesa e Layla começou a desenhar uma garota com correntes nos tornozelos, sentada na janela. Eu comentei sobre o desenho, e ela me mostrou outros que ela fizera. Depois eu fiquei deitada em cima de minha mochila, olhando ela desenhar, até que caí no sono.
Depois de uns dias, a Unicórnia Suprema ficou conversando com a Layla, e elas fizeram amizade. Eu até então, só falava com a Layla as vezes. Depois também fiz amizade, e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, pois tive ela como amiga. Nós três éramos melhores amigas. Eu ficava falando que nós três nunca nos separaríamos umas das outras, e que nossa amizade duraria para sempre. Eu me enganei. Nesse ano, eu comecei a me cortar, ficar muito triste em alguns momentos, mas ficava pior ainda quando não tinha ninguém por perto. As duas me ajudavam, me apoiavam e me confortavam sempre que podiam. Eu percebi depois de um tempo, que sempre que eu mandava mensagem pra elas no nosso grupo ''As Doc7'', falando que eu ia me matar, eu acabava causando aflição, desconforto e tristeza nelas. Não sei se elas sabiam, mas sempre que eu falava aquilo eu passava o dia chorando, me cortando e sempre tentando me matar. Superei isso tudo depois de um tempo. Um dia, quando eu não tinha respondido a Unicórnia em nenhuma rede social uns dias antes, eu cheguei na escola subindo as escadas pro andar de cima, e ela veio correndo até mim sorrindo e gritando um pouco, vindo me abraçar. Aquilo foi uma das coisas que me ajudou, e que aprecio aquele momento até hoje. Enfim, no final desse ano, nós três nos separamos. A Layla foi pra outra escola quando estávamos indo pro 6 ano (2019), eu e a Unicórnia fomos pra mesma escola. Mas o lance é o seguinte, indo pro final do ano quando a gente tava no 5 ano, eu havia brigado com a Layla que por um motivo que nem sabia. Nós estávamos fazendo nossa formatura do Proerd, foi quando briguei com ela, mas nos resolvemos depois e ainda somos amigas. Depois eu briguei com a Unicórnia, por um motivo bem besta pra falar a verdade, vou explicar. A Unicórnia me mandou mensagem falando sobre uma nova amiga virtual que ela havia feito amizade, eu respondi com um '';-; bom pra tu'' (eu acho) e ela começou a falar que eu não podia falar nada porque ela tinha feito uma amizade nova. Pra falar a verdade já me esqueci o que ela falou, mas foi algo assim. Eu também briguei com ela e depois ela acabou me bloqueando e nunca mais nos falamos. Na época que isso aconteceu eu já tinha me mudado pra minha terceira casa no bairro Oficinas Velhas, a casa ficava atrás do colégio que eu estudo atualmente. Eu sempre ficava vendo aquele conversa, ficava chorando sempre que lia, outras ocasiões que fazia isto eu apenas ficava com raiva e dizia ''foda-se''. Mas nunca conseguia ficar em. No Natal eu chorei no meu quarto porque não pude dar um ''Feliz Natal'' pra Unicórnia Suprema e nem pra L.Burke. No ano novo eu fui pra varanda, me encostei no muro de lá e comecei a chorar porque a Unicórnia não estava lá comigo, sendo que era só eu descer a rua, descer a minha direita, andar um pouco e apertar a campainha e falar com ela. Mas eu não podia fazer isso. Minha mãe me viu chorar e me chamou de trouxa me falando pra eu superar ela. Dizendo que eu não morrer, que eu ia ficar bem. Mas eu não acreditei nisso.
Em 2019 já no 6 ano, no primeiro dia de aula eu fui para o colégio em que eu morava logo atrás. A Diretora começou a chamar os nomes de quem ia ficar na sala 601. Até que meu nome e o da Unicórnia foram chamados, eu não estava acreditando nisso. Eu fiquei aflita, triste, confusa e pensando no que eu ia lhe falar. Até que um dia eu tive a coragem para chamar ela para fora da sala e lhe falar o que eu estava acumulando. Segue a conversa:
- Unicórnia, eu quero lhe falar que eu tô' ficando muito incomodada de te ver sendo amiga de outras garotas - eu disse ( mais ou menos isso)
- É só não olhar - ela disse (mais ou menos isso)
Nós ficamos falando sobre a nossa briga e meio que ''resolvemos tudo''. Eu acho que chorei um pouco, não me lembro. Lembram da Dyan O'Brien? Pois então, eu, a Unicórnia e ela viramos melhores amigas. Sempre falávamos sobre a Layla, e do quanto sentíamos sua falta. Eu me diverti muito com as duas, mas não iria querer voltar a falar com elas.
Em 2019, eu fiz minha mãe chorar muito. Me meti em brigas. Me ''apaixonei'' por alguns garotos, sendo que amava outro desde 2016 (sobrinho da ex do meu pai, um dia falo sobre ele). Me descobri bissexual. E a pior coisa de todas, que eu acho que fez a nossa amizade acabar... as drogas.
Não vou falar coisas que não fiz como fingir que eu era um bandido pra Dyah, falando que eu estava em uma boca de fumo e que se ela falasse alguma coisa pra alguém, iriam dar um tiro na minha cabeça. Confesso que não sei o porquê eu fiz tudo aquilo, mas eu acho que eu só queria atenção, não, eu tenho certeza. Com essa mentira eu acabei prejudicando a Dyah, ela ficou frustada e quando minha mãe soube (a Dyah mandou mensagem pra minha irmã pedindo ajuda e minha mãe soube. Minha mãe veio com uma barra de madeira do trabalho dela só pra me sentar o cacete) Pra mim a Dyah fez o certo, eu mereci apanhar. No dia seguinte após esse, minha mãe me fez abrir as minhas pernas na frente das minhas irmãs pra ver se eu ainda era virgem, e se, não tinha feito algo de errado comigo, um dos meus traumas. Minha mãe foi até a escola saber o que tinha acontecido, ela associou um garoto que eu gostava achando que era o bandido, só porque tinha uma foto dele no meu celular, e porque minha irmã do meio falou que uma vez viu ele fumando maconha no banheiro. Eu fui falar com ele sobre o que tinha feito, mas ele não quis me deixar terminar quando eu falei que a mãe dele poderia vir a escola, e acabei acabando com uma amizade. A Dyah ficou muito frustada com isso tudo, mas depois de um tempo essa confusão se ''acalmou''.
Não vou mentir, a Dyah me chamava de problemática algumas vezes, o que não era tão mentira na época, mas também me machucava.
Enfim, indo agora para as drogas. Isso mesmo, drogas. Na verdade, eram medicamentos psicotrópicos, o que poderiam sesão drogas já que eu me apoiava naquilo como um porto seguro, quando os meus problemas estavam me pesando muito. Um dia quando estava no meu quarto, eu fui usar um dos medicamentos, e minha cabeça começou a doer muito. Doía tanto que eu chegava a me debater na cama. Quando estava doendo eu fiquei me debatendo, até que resolvi me levantar e tomar um banho frio, mas adivinha, não resolveu. Depois eu peguei gelo, e pus em minha toalha, colocando a parte que estava com gelo na minha cabeça para a dor ''passar''. Ainda me debatendo, eu não consegui parar a dor, até que eu apaguei. Por conta daquela dor, sempre que eu usava a droga, eu desmaiava, pois da primeira vez que tive a dor, quase tive uma overdose (foi o que me pareceu). Quando eu desmaiava eu não sentia dor, só apagava.
Como um exemplo disso, uma vez eu levei a droga pra escola, e usei com uma amiga minha, vou chamá-la de Nick. Ela não sabia usar direito, e eu sabia o efeito que ia causar nela, então eu usei tudo pra ela não ficar tão mal. Eu falei pra Nick que tinha drogas, e ela quis usar. Mas eu não queria que ela ficasse tonta e depois apagasse no meio da aula, então usei tudo por ela. Quando eu usei a droga, nós estávamos rindo, até que eu vi a cara da Dyah, e meu sorriso se desfez. Eu sabia que eu estava fazendo algo de errado, mas eu não parei. Depois voltei a sorrir, já temendo que eu sofresse uma overdose de verdade agora. No meio da aula, o garoto que eu amava, vou chamá-lo de Coxinha, e outro amigo dele, vou chamá-lo de Cafetão, viram que a Nick estava meio sonolenta, então me pediram pra trazer ela pra perto de nós. Quando eu me levantei minha cabeça começou a dar pontadas de dor, mas eu não liguei. Eu fui pegar a Nick e coloquei ela sentada logo atrás de nós. Quando a aula começou as dores pararam, mas eu estava muito tonta e sonolenta. Eu coloquei meu caderno e meu estojo pra debaixo de minha mesa, e depois coloquei minhas mãos na minha cabeça, tentando ficar acordada...até que eu apaguei. Eu não lembro do que estava acontecendo quando eu estava apagada, mas enquanto estava apagada eu vi minha mãe chorar, e comecei a ouvir a voz do Coxinha e do Cafetão. Eles me ajudaram a levantar e eu fui pra sala perto da diretoria, esperar minha família vir me buscar. Depois desse dia, a Dyah e a Unicórnia começaram a se afastar de mim, mas não foi tão rápido assim.
Um dia, elas simplesmente pararam de falar comigo. Não falaram comigo o por quê de estarem indo embora. Ou o que eu tinha feito. Não me eixaram explicar, apenas foram. Eu insisti tanto, tentei falar com elas, mandar alguns amigos meus perguntarem o motivo delas terem ido embora, mandei carta, tentei falar o assédio que havia sofrido. Mas elas não vieram.
Na verdade, esse assédio aconteceu quando eu tinha 8 anos. Eu comecei a gostar de um garoto quando tinha 8 anos e eu estava no 2 ano nessa época. Eu estava logo atrás do armário de materiais pra artes e afins, e fiquei olhando pra ele sentado na cadeira, por um espaço que tinha lá. Ele chamou a prima dele, e falou algo no ouvido dela. Eu ainda estava sorrindo, pensei que ele mandou a prima dele dizer pra mim algo carinhoso de criança. Mas na verdade, ela veio e falou: '' Carls me pediu pra fazer isso em você'' e mexeu no meu peito. Eu fiquei confusa e depois voltei a olhar pra ele no espaço que tinha ali, nessa hora já não estava mais sorrindo. Depois ela voltou, falou a mesma coisa, e mexeu na minha vagina. Eu cobri meu peito com meus braços, e quando ela foi embora, eu comecei a escorregar pela parede até cair no chão chorando. E aquilo doeu muito. Meu melhor amigo de infância, Ricardo, falou pra professora que eu estava ali. Ela me perguntou o que aconteceu, mas eu não disse nada, porque eu olhei pra aquele garoto, e senti medo e raiva. Eu vi ele sorrindo pra mim. E quando eu falei pra elas sobre o assédio, eu não falei sobre esse garoto. Eu inventei uma história sobre um cara mais velho que na verdade eu nem conhecia. E por quê eu fiz isso? Porque na época que eu falei sobre o assédio, esse mesmo garoto estava me mandando mensagens, e eu estava assustada, ms não conseguia falar pra ninguém, mais um dos meus traumas. Por isso inventei a história e um homem mais velho. Tomara que elas não tenham acreditado, porque eu realmente estava com muito medo na época, e não queria que ninguém acreditasse naquilo. Mas que invés disso, me perguntassem o que realmente acontecendo, só que a vida não é tão boa assim. Quando eu falei sobre o assédio, eu ainda me desculpei por ter parado de falar com elas, sendo que elas que parara de fala comigo. A Unicórnia apenas disse ''Tá bom'', mas eu sabia que nada tinha se resolvido. Um grupo de apoio de adolescentes do colégio veio até nossa sala, e eu quis falar a verdade, ele estavam falando sobre assédio virtual. Eu fui até eles, mas eu só disse ''Quando eu estiver pronta eu posso vir aqui?' eles me disseram sim e eu voltei pra sala. A minha amiga Nick me perguntou se eu falei sobre o assédio, e eu disse que não.
Enfim, eu nunca soube o que era ao certo o motivo delas terem partido da minha vida. Eu achava que eram as drogas, mas até hoje não tenho certeza. Uma vez pedi um amigo meu e da Unicórnia pra perguntar à ela qual foi o real motivo, e ela disse ''Ah ela tava insuportável''. Eu vi o print da conversa. Eu não chorei, não senti raiva, ódio, repúdio, dor e nem nada. Só um vazio de decepção.
Depois de um tempo eu falava delas algumas vezes pros meus amigos, reclamando que elas não tiveram a coragem nem de me dizer o que eu fiz. Mas aí eu parei, e ''esqueci'' tudo.
Hoje em dia, pra mim, elas são apenas lembranças de algo bom e ruim que aconteceu na minha vida. Não gosto da ideia delas terem me deixado sem dizer nada, mas também não as culpo. Elas foram importantes pra mim por um tempo. Eu excluí fotos e vídeos delas do meu celular e das minhas redes sociais, pras não lembrar mais delas, mas ainda as tenho na minha lembrança. Sempre que fico me sentindo triste, com raiva ou vazia, eu escuta a música ''Home'' da Daughter de um vídeo que eu fiz pra Dyah O'Brien. Quando eu fiz esse vídeo, eu fiz pela letra da música, pois eu sabia que ela iria embora, e ia ser breve a sua partia. Não vou por o vídeo aqui pois está com uma foto dela. Mas essa música sempre me acalma, pois lembro do dia que estávamos no segundo pavilhão do colégio, tirando fotos ou apenas conversando esperando nossos pais chegarem. Eu estava deitada no colo dela no banco. Um dos dias mais especiais pra mim. Elas não são uma lembrança ruim, mas também não são uma lembrança boa. Com a partida delas eu amadureci mais, me indireitei, me resolvi com minha família (mais ou menos) e estou querendo um futuro pra mim vida.
Agora depois do apagão que eu tive em 2019, eu nunca mais usei medicamentos psicotrópicos. Eu estou estudando mais, pensando em fazer medicina e virar neuro-cirurgiã, pra ajudar pessoas com problemas iguais ao de minha mãe, ou virar General do exército das Forças Armadas. Quero arrumar um/uma namorada/namorado, que espere eu ter meus 15 anos pra namorar. Que fique comigo por muito tempo, e que respeite minhas decisões sobre sexo, política, religião, família ou qualquer outra coisa. Quero vencer na vida e dar orgulho pra minha família.
Estou juntando dinheiro pra pagar minha faculdade e ter uma boa via morando com minha melhor amiga Emilly.
Mas pra falar a verdade, a Dyah O'Brien e a Unicórnia não me ajudaram a pensar nisso tudo, ou até, a querer mudar. Eu só mudei.
E em relação a aquele garoto do assédio, eu falei poucas e boas pra ele esses dias, pra ele me deixar em paz, e ele finalmente foi embora.
Espero que quem leia a história da minha recuperação se apoie nela, e se ajude a melhorar. Lubixco e for contar minha história, faça dela também como uma história de auto-ajuda. Mas passar bem, e ah antes que eu me esqueça.
Fui babaca em relação a Dyah e a Unicórnia?
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2020.06.07 04:22 BOGMANDIAS Só um pouco do que estou sentindo

Eu já fiz vários desabafos aqui em momentos de raiva e tristeza, mas agora eu estou apenas cansado mesmo. Então vamos as lamentações eu sou fruto de uma gravidez indesejada, meu pai simplesmente não quis nem mesmo me registrar, já minha mãe resolveu ficar comigo, mas mesmo assim nunca me amou, quando eu era criança ela me tratava mal e me fazia até ameaças, não eram ameaças do tipo "o homem do saco vai te pegar", mas sim coisas como "vou te mandar para um colégio interno e você nunca vai voltar a me ver" isso enquanto me mostrava um colégio interno real (ou algo do tipo) com muro cercado por cacos de vidro. Contudo a pior coisa que sofri nesse período foi em relação a minha paternidade, na época ela estava se envolvendo com um homem que ela literalmente me obrigou a chamar de pai, eu até tinha me acostumado a ter um pai, mas isso não durou muito porque ela acabou engravidando dele e desde então ele não quis mais saber dela e nem da sua filha, nisso ela começou a fazer o processo inverso do que tinha feito antes, agora querendo que eu esquecesse que ele era meu pai, isso quando eu tinha apenas 5 anos... Conforme fui envelhecendo as coisas foram ficando mais complicadas porque tive que passar a cuidar da minha irmã a noite para minha mãe trabalhar e ela não me obedecia porque era apenas uma criança e eu não era o pai dela e eu também não era um bom cuidador porque era apenas um adolescente, porém isso não era tão ruim, o ruim era ter que dormir em uma garagem e o pior era ter que sair com ela porque as pessoas sempre me olhavam de maneira estranha e até mesmo perguntavam uma segunda vez nosso grau de parentesco quando eu dizia que era seu irmão, isso porque meu pai diferente do dela era negro. Foi então que eu comecei a me dar conta de que era diferente do resto da minha família (já sabia antes porque tudo que minha família falava do meu pai era que ele era negro ou que eu estava bronzeado e ficaria igual meu pai), era horrível me olhar no espelho e sempre me "lembrar" de um pai que não conheci e não adiantava parar de me olhar no espelho porque meus colegas adoravam fazer piadas com meu cabelo, porque minha mãe falava do meu cabelo, porque o namorado da minha mãe falava que minha pele era escura, porque sempre tinha alguém para me chamar de "bronzeado", "moreno" entre outras coisas. Contudo, eu aprendi a lidar melhor com minha aparência, apesar de não gostar de me parecer com meu pai, eu gosto de ser pardo, gosto de ter a pele mais escura, lábios mais grossos e cabelo crespo. No entanto, isso não bastou para suprir os traumas gerados pela ausência de uma figura paterna na minha vida, isso por causa da minha mãe que quer que eu seja o "homem da casa", sempre que há algum problema "masculino" sou eu que tem que resolver mesmo sem ter aprendido a resolver e quando não posso resolver ela fica frustada por ter que contratar alguém, mas mais uma vez o pior não é isso o pior é ela esperar que eu me forme e passe a sustentar a casa. Não é isso que quero, o que eu quero é ir viver minha vida em outro lugar como se nada tivesse acontecido, claro que se eu puder irei ajudá-la e até mesmo sustenta-la, porém não quero continuar vivendo com ela e nem quero ter essa responsabilidade, aliás acho que estou cansado de ter responsabilidades, queria ter uma vida normal como a dos meu amigos e ex-colegas. Queria não ter que correr atrás das minhas coisas sozinho, uma das piores coisas que tive que fazer foi entrar na universidade sozinho, como estudei em escola pública não estava preparado para o vestibular e tive que fazer cursinho, minha mãe disse que me ajudaria enquanto eu não conseguisse um emprego, mas no primeiro mês estava me chamando de vagabundo, ainda bem que o emprego chegou, mas era tão cansativo estudar e trabalhar ao mesmo tempo (mesmo não sendo novidade porque já tinha feito isso antes no ensino médio) e o emprego pagava tão pouco que para pagar o cursinho eu tinha que ir a pé até o trabalho para economizar com passagem, tudo bem que não era muito longe (menos de 5km), mas eu acho muito humilhante ser pobre, achava humilhante não ter grana para bancar um cursinho meia boca e hoje acho humilhante depender de bolsa auxílio para permanecer na universidade pública. Acabo vivendo sonhando com um futuro onde vou ter uma casa que seja minha de fato, não vou depender da minha mãe ou da universidade pública e vou poder ter liberdade, mas é saudável viver em função do futuro? Pior, é saudável viver em função do futuro e do passado? Eu acho que não, mas não consigo me libertar disso, o ideal seria terapia e a universidade oferece isso, mas agora é bem complicado por causa da quarentena. Ultimamente tenho pensado bastante em suicídio, mas não como antes quando eu apenas tinha o impulso de fazer na hora da raiva, mas de forma planejada, já pensei em remédios, veneno e gás de cozinha, talvez fosse bom acabar com tudo, mas ao mesmo tempo não quero magoar minha mãe, apesar de tudo que ela me fez e de ser obsessiva e controladora, eu amo ela e também não quero traumatizar minha irmã que ainda parece ser feliz, também quero ver no que tudo isso vai dar, mas a cada dia que passa eu fico mais próximo disso. Era só tudo isso que eu queria dizer, só queria desabafar mesmo.
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2020.06.03 22:21 tampinhaa44 Eu sou babaca por achar que não devo desculpas a um menino que debochou das minhas desculpas?

Olá Lubixco, turma que está a ver, editores, hackers russos e (im)possível convidado! Hoje eu vou contar uma história recente, porém longa, pra vocês julgarem se eu sou a babaca ou não. Espero que gostem!
Pra dar um contexto, eu trabalho numa plataforma parecida com o Tik Tok e por trabalhar com isso, eu tenho vários contatos de amigos e colegas de várias partes do país. Tem alguns prints de conversas pra baixo então eu vou indicar mais ou menos quem é quem e oq cada um é na minha vida (com nomes fictícios é claro)
Davi - 19 anos, mais de 1M de seguidores
Marcos - moderador do grupo, um dos meus melhores amigos, 40K de segs
Carla - 13 anos, minha melhor amiga, 500K de segs
Mariana - 18 anos, 3.3M de segs (um parênteses aqui é que ela é uma pessoa incrível e é a maior influenciadora desse app, ela é tipo uma mãe para todos ali, ela é imbátivel, seria impossível ganhar dela em qualquer votação independente pra que fosse)
Eu - 13 anos, 900K de segs
Tem outras pessoas participando disso, mas os nomes não são relevantes
Bom, há três anos, eu e meus amigos fazemos uma espécie de Big Brother, com provas, eliminações e quase tudo que se tem direito (menos ficar na mesma casa pq cada um é de uma parte do país). Eu participei das últimas duas edições, sendo que na primeira que eu participei, fui tão planta que nem me lembro doq aconteceu. Nessa última edição, de 2020, estávamos todos muito animados, afinal seria um Big Brother com paredões reais e rejeições reais. Não vou contar oq aconteceu nas provas pq não é relevante, a questão é que em certo momento do jogo, uma participante fez uma pergunta simples como “o voto vai ser divulgado?” e então o Davi respondeu de uma maneira muito grossa, chamando ela de burra e tals... Eu me senti mal por ela (afinal eu já sabia que o Davi não gostava de mim pq ele sempre soltava indiretas pra mim, geralmente zombando da minha vida amorosa) mas resolvi não dizer nada. Então a Carla disse no grupo que ele deveria ser um pouco menos grosso com as pessoas e que ela não tinha feito nada pra ele. O Davi ficou puto por causa disso e fez o jogo inteiro colocar a Carla no paredão. No dia seguinte, ele fez uma live mandando votarem pra Carla sair (até aí tudo bem, meio grosseiro da parte dele, mas é um jogo, entendemos que não tinha nada de pessoal ali apesar de ele nem estar no paredão). A Carla saiu e, enquanto eu ficava triste pela saída dela, ele comemorava. Nada contra pq ele tem o total direito de não gostar dela, e eu entendo isso. No dia seguinte à eliminação da minha amiga, ele convenceu o líder a me colocar no paredão. Pelo voto do resto da “casa” quem foi ao paredão comigo foi a Mariana (lembra que eu disse que ela era imbatível? Pois bem eu não estava brincando). Mariana disse que não ia fazer nenhum tipo de apelo pq não ligava muito pro jogo (e pq não precisava). Em certo momento das conversas do grupo, eu discutindo com o Davi por ele saber que seria totalmente injusto me colocar contra a Mariana, ele solta uma assim “quando vc tiver todos os dentes da frente, a gente conversa, tá?”
Isso me quebrou... eu sou uma pessoa extremamente segura com meu corpo mas meus dentes são meu ponto fraco... Eu caí no choro e disse a ele que a atitude de me chamar de sem dente foi extremamente podre; até pq, com inseguranças não se brinca. Davi disse que não sabia que eu tinha dentes faltando e me pediu desculpas (ele me pareceu bem sincero, apesar de eu quase nunca acreditar nele) então eu aceitei mas disse que continuei chateada. Depois disso, ele gritou comigo e disse que eu sempre acusava os outros, mas quando me acusavam, eu ficava reclamando (do meu ponto de vista, parecia que falava de si mesmo, pq a descrição bate certinho com as atitudes dele) mas eu estava bem mal então não terminei a briga e fui dormir.
No dia seguinte, conversando no grupo, ele soltava várias indiretas pra mim, mas eu continuei ignorando como sempre fazia. Marcos então, vendo a injustiça que fizeram comigo, me defendeu (lembrando que Marcos era o moderador do jogo, tipo um Boninho, e até ele viu que estava injusto pra mim) mas não pôde fazer muito pq ele não pode manipular o jogo, e Marcos mesmo estando extremante frustrado, reconheceu que seria injusto se cancelasse o paredão.
Eu então, fui tentar “arrecadar” votos em uma live minha, com a Carla. Em certo momento da live, nós comentamos com os fãs que achamos que a atitude de Davi de ser extremamente grosseiro com as pessoas, era uma atitude não muito legal, mas não chegamos nem a tocar no assunto de ele me ofender pelo meu corpo, afinal eu não queria que as pessoas o odiassem, apesar de eu não gostar de Davi, sei que o Hate só iria piorar as coisas pra ele e ele provavelmente não aprenderia nada. A live correu muito bem na primeira hora mas depois disso, começou a desandar... As pessoas vinham em minha live dizer que Davi estava em live também e que estava falando mal de mim. Não dei muita bola pq os seguidores geralmente aumentam muito as coisas, imaginei que ele estivesse apenas pedindo para me tirarem do Big Brother, então deixei pra lá e continuei minha live.
Mais ou menos meia hora depois, as pessoas continuavam a comentar sobre ele, até que chegou em um ponto que eu li um comentário exatamente assim: “Davi mandou denunciar sua live” Eu fiquei meio preocupada por eu ser menor de idade e não ter total permissão para fazer live, mas fingi que não li e continuei conversando com a Carla normalmente.
Dois minutos depois, uma amiga muito próxima minha veio na minha live e disse isso: “O Davi tá acabando com vc na live dele, mandou denunciar vc e afins” Por ser uma amiga minha, eu sabia que ela não estava mentindo, então desliguei a live e fui olhar o grupo. Davi mandou diversos áudios e mensagens dizendo que eu tinha que parar de por (pôr?) as pessoas contra ele e que eu precisava parar de jogar a culpa dos meus atos em cima de outras pessoas (novamente, parece até que ele fala de si mesmo) e eu confusa, perguntei o que havia acontecido. Descobri que enquanto as pessoas diziam que ele falava mal de mim na minha live, outras pessoas faziam o mesmo na live dele. Mas diferente de mim, ele resolveu acreditar. Meu amigos disseram que ele me xingou em live e que ele realmente mandou os fãs me denunciarem, mas como eu não vi isso, nem tem gravações de tela, eu prefiro não acreditar 100% neles, pq eu acredito que se não há provas, vc não pode acusar uma pessoa.
Eu entrei na live do Davi e perguntei a ele se eu podia entrar por ligação pra me explicar pra ele e para os fãs (que nesse ponto já comentavam “falsa”, “mentirosa” e até emojis de cobra). Ele atendeu e eu comecei a explicar pra ele que não tinha falado mal dele e que nunca ia mandar denunciar a live dele, pq isso seria extremamente hipócrita da minha parte, já que eu não podia fazer live sendo menor de 16, apesar de eu ter um contrato pra isso, que dizia o contrário. Comecei a pedir desculpas (apesar de eu não precisar me desculpar, pq não fiz nada de errado), disse que eu poderia ter abordado as coisas de outra maneira. No geral, eu pedi desculpas pelas coisas que eu sabia que tinha errado e me expliquei nas coisas que eu achava que eu estava certa. Ele estava completamente cético que eu estava mentindo tudo, apesar de não dizer, dava pra sentir o deboche no olhar dele. Quando eu estava quase terminando de agradecer a ele pela oportunidade que ele me deu de me “desculpar” (sendo que eu não precisava ser desculpada), ele riu. Ele riu na minha cara. Ele debochou da minha situação em live, com mais de 1300 pessoas assistindo. Nesse ponto eu soube que não importava oq eu fizesse, ele sempre se acharia o certo e eu não conseguiria mudar a cabeça dele. Agradeci pela última vez e saí da live. Mas os comentários de hate não pararam, recebo uns até agora por causa disso.
Por fim, quando eu saí, ele me chamou de falsa e quando fui eliminada, ele comemorou. Durante a live, ele disse que tinha prints e gravações de tela de eu falando mal dele, mas quando eu pedi no privado, ele não mandou (deve ser pq não tem, né?) Fiz a mesma coisa e pedi pra todos os participantes do Big Brother pra me mandarem qualquer coisa que tinham minha falando mal dele e ninguém se pronunciou. Se vc estiver achando que eu inventei tudo, eu tenho prints das conversas no grupo e gravações de tela da live dele (não vou mandar as gravações pq não quero expor e nem dar palco pra ele mas vou deixar os prints em anexo.
edit: minha amiga pediu pra dizer também que eu fui muitooo cancelada pelos fãs do Davi (que não são poucos) e que ele se “resolveu” comigo no privado depois, mas nunca se resolveu comigo em live (então o cancelamento continua)... há alguns dias atrás aconteceu uma situação muito parecida com essa com um amigo meu (sim, eu fui cancelada de novo) mas isso fica pra outra história, né?
Nota lateral: os prints são meio confusos pq nós éramos 17 adolescentes em um grupo só, então eles mandavam muitas figurinhas com muita frequência, se eu fosse printar cada coisinha que aconteceu no grupo, ia ficar horrível pra ler, então os prints são meio sem continuidade mas dá pra entender pelo que eu falei aqui.
Mas então... Am I the asshole por achar que eu não devo desculpas a ele? Pode ser sincero, eu realmente quero saber qual a sua opinião e independente dela, eu vou continuar sendo sua fã. Beijos Lubixco e obrigada por ler minha história.
link dos prints confusos
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2020.01.02 00:59 lilvalgreen Meus problemas se tornaram uma bola de neve

Pois então colegas, tem um certo tempo que não posto aqui, estava tentando ser um cara mais positivo e menos focado nos problemas e de certa forma isto estava me ajudando a viver.
Mas como sempre parece que meus problemas se tornaram uma bola de neve e independente de onde eu for eles irão resurgir uma hora ou outra, isso está me desgastando bastante.
Não gosto muito do meu emprego, ele é fora de minha área de formação, paga mal e trabalho muito. Mas é aquela coisa, dada a situação atual do país temos que agradecer por ter um emprego, sendo ele bom ou não (o que de certa forma é lamentável).
Para piorar contrataram minha ex para trabalhar comigo, o que deixou meus dias de trabalho bem tensos. Depois de muita conversa com meus chefes consegui convencer eles e irão mudar ela ou eu de unidade (ainda não foi definido).
Sempre tive problemas com mulheres e autoestima, acho que acredito muito em contos de fadas, aquela coisa recíproca que você se doa para pessoa e ela por você, e apenas se realmente não tiver como eles se separam. Constantemente me comparo com os caras que ficam com as meninas que eu tomei fora e fico me perguntando, o que falta em mim para ser a primeira opção.
Eu me dôo completamente a alguém quando gosto daquela pessoa, o problema é que eu me apaixono muito rápido e nem sempre a pessoa está no mesmo pique do que eu. Sofro de ansiedade generalizada então o tempo sempre foi um dos meus piores inimigos, as vezes o que é rápido para os outros para mim parece uma eternidade.
Virou costume as mulheres me dispensarem ou sequer chegar a se envolver comigo dizendo que temem que eu me magoe, essa é uma frase que me faz me sentir péssimo. Toda vez que começo a gostar de alguém eu começo a me sentir ansioso, meio que minha mente assimila o que vai acontecer.
Minha vida profissional está um lixo, minha vida amorosa está um lixo, minha ansiedade está um lixo. Queria nascer e recomeçar do 0, parar de pensar todos os dias no que vai acontecer quando morrermos e quando vai ser, queria conseguir curtir um dia de cada vez e ter mais autoestima e principalmente, ter paciência para esperar as coisas acontecerem... Sei exatamente o que quero, mas minha cabeça não coopera comigo.
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2019.04.10 22:24 St_Potatoes Memórias ruins do meu último emprego

Boa tarde, desabafo. A minha vida deu uma guinada imensa esse ano e eu ainda fico confuso com várias coisas do passado que terminaram sem muita conclusão. Sou culpado de muita coisa, fiz várias decisões intempestivas e unilaterais e machuquei muita gente, mas nesse post eu quero falar mesmo do meu emprego, que foi uma das coisas que mais marcou minha espiral de tristeza e a decisão de mandar tudo para o foda-se.

Para um pouco de background, me formei ano passado em uma faculdade de ensino superior. Consegui o emprego de vendedor em uma loja de vitaminas e produtos emagrecedores um pouco antes de me formar. Na loja trabalhava uma colega bem tranquila, a filha do dono da loja (que usava uniforme que nem a gente mas tinha mais atribuições e um papel de gerente não oficial) e o dono da loja, um senhor de mais idade. A gente interagia muito mais com a filha dele, que vou chamar de V.
A minha relação inicial com ela era muito boa. Sou um cara considerado estranho por muita gente, tranquilo demais e coisa e tal, e algumas pessoas desabafam comigo sobre vários assuntos e se abrem. V e o pai eram muito fechados, tem várias coisas da vida deles que eles nunca mencionaram, e eu nunca fiquei cutucando porque o que não é da minha conta, não é. Mas eu e V conversamos sobre vários assuntos, desde a separação dela e as dificuldades que ela tinha criando um filho sozinha, antigos empregos que ela teve, dificuldades e coisa e tal. A gente filosofava sobre a vida, refletia, e no geral eu estava indo bem no trabalho. Acho que meus três primeiros meses foram os melhores meses iniciais que eu já tive em algum emprego, mesmo não sendo um trabalho da minha área e um emprego bem "low-tier", tinha ocasiões em que eu só ficava enchendo saco de farinha, mesmo.

Tudo mudou quando eu precisei faltar um dia pra ajudar minha namorada a cozinhar jantar e almoço pras nossas famílias, que vinham pra uma reunião. Eu não tinha como deixar ela fazer tudo sozinha, e as coisas na loja geralmente eram tranquilas o bastante pra eu, V e a colega (uma diferente da que tinha lá quando eu entrei) pudessemos ficar às vezes 15 minutos seguidos no celular. Mas a V não gostou nem um pouco disso, ficou mesmo putassa e não queria aceitar. Eu já tinha precisado faltar antes pra fazer coisas do meu trabalho final da faculdade, e na ocasião eles deixaram e eu cobri as horas que faltei vindo 1h mais cedo por oito dias. Nesse caso, eu disse que achava meio injusto eles fazerem isso e que se quisessem me dar falta, tudo bem, mas ela estava irredutível e não teve como conversar, faltei e ficou uma situação chata. Ela ficou azeda comigo a semana inteira, e na semana seguinte eu precisei faltar de novo, dessa vez porque era o dia da minha formatura e minha família vinha. Ela perguntou se eu simplesmente não podia vir meio expediente, e eu achei absurdo, era um dos fucking dias mais importantes da minha vida, e só disse que realmente precisava do dia inteiro.

Depois disso ela ficou gélida comigo. Se vocês acharem meio ruim essas duas faltas injustificadas, pensem que até então eu não tinha faltado um dia sequer, sempre vim no horário e procurava trabalhar bem, perguntar coisas, pesquisar, além de ser o funcionário com mais tempo de casa. A V chegava a ficar papeando com a colega, falando de irem em algum show (nunca foram), mostrando foto de homem no instagrão, e sempre com respostas secas pra mim. Um dia, na frente da colega, ela me chamou pra um canto e disse pra eu parar de falar de tal jeito com os clientes (eu falava narrando as coisas, "agora vou pegar isso aqui pra você", "vamos levar para o caixa", "vou até o estoque e já volto"). Perguntei se algum cliente tinha reclamado ou demonstrado que achou ruim, e ela disse que não, que ela é que estava irritada. Eu fiquei puto o dia inteiro, respondi os clientes com grunhidos por algumas horas, e ela ficou olhando feio pra mim o tempo inteiro. Uma hora ela pediu pra eu mostrar o preço de um negócio e eu meio que aproximei o produto da cara dela, então ela começou a gritar, me chamar de mal educado, dizer que eu era empregado dela, etc. Estávamos eu, ela, o pai dela e a colega na loja, e eu queria enterrar minha cabeça no chão. Não sou uma pessoa de confronto, então não soube como reagir. O pai dela dizia "V, para com isso" e etc, e eu falei com ela sobre como a gente tinha uma amizade, e perguntei o que aconteceu, e ela disse "a gente tinha, mas uma amizade é como um vaso que quando se quebra, nunca mais fica o mesmo".

Essa história está se alongando muito, mas eu acabei ficando na empresa (hoje eu acho que devia ter mandado todo mundo tomar no cu naquela hora mesmo e caído fora). Praticamente uma vez por semana eu saía pela cidade pra entregar currículo antes do expediente, mas NUNCA consegui vaga em lugar nenhum. A amizade que eu tive com a V nunca mais foi a mesma, mas a gente chegou a conversar amigavelmente, ela se abriu de novo sobre várias coisas da vida dela e eu ficava feliz por pensar que talvez aquilo tivesse passado, embora sempre tivesse uma voz no fundo da minha cabeça sussurrando enojado no meu ouvido, e eu me lembrasse da gritaria várias e várias vezes. A tal colega que estava na loja foi embora, passaram mais duas colegas pelo posto e eu continuei, por 13 meses, com altos e baixos, com momentos de grosseria e estupidez de V intermediados por "amizade". Eu me lembro de várias coisas. No final, eu continha muita merda guardada, e ela começou a seguir o padrão de me dar patadas estúpidas e ser BFF da outra colega (que estava ali há dois meses). Eu surtei, e simplesmente caí fora. A recisão foi bem tranquila e não teve nenhuma conversa, então me falta um pouco essa catarse. Às vezes eu sinto muita vontade de jogar de volta pra ela tudo isso que me engasga, que ela é uma pessoa mesquinha, horrível e que não é à toa que está sozinha e nunca se deixou gostar de ninguém. Que o conceito de amizade dela é bem distorcido, que eu sempre escutei os desabafos dela e problemas mas que eu precisar faltar um dia pra ajudar a minha namorada e um dia pra me formar foram o bastante pra destruir essa "amizade". Que ela nunca me deu parabéns por ter me formado (o pai, a mãe, a irmã, a fucking AMIGA QUE IA CHAMAR ELA PRA ALMOÇAR me deram parabéns, e nunca saiu uma palavra boa da boca da V). Que eu me esforçava, e tentava sempre melhorar no emprego e ajudar, mas que mesmo isso não era o bastante pra limpar esse azedume.

Então sei lá. Se você leu até aqui, fica uma dica: não passe tanto tempo suportando esse tipo de merda. Se você precisa do emprego e não tem tanta alternativa, saiba que uma hora isso pode explodir e você vai surtar. Por mais que você seja uma pessoa tranquila e que evite confronto, sangue de barata tem limite. Mais vale surtar e responder à altura. E se possível, grave a porra toda pra não se foder por justa causa.
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2018.06.25 00:53 bodetom Motivação dentro da faculdade

Primeiramente gostaria de dizer que não me acho inteligente, dedicado, nem nada do tipo. Porém desde meu ensino fundamental(em escola municipal) eu tenho me dado bem em provas e coisas do tipo, tanto que saindo de uma escola municipal fui tentar o ensino médio no antigo CEFET da cidade, não passei da primeira vez e fiz meio ano numa particular com bolsa, não tive muitos problemas por lá também. Ai no meio do ano acabei passando e fui fazer o ensino médio federal... Nessa época eu já imaginava que eu iria sofrer de estudar, iria ter um ensino fantástico e tudo mais... Doce ilusão, o ensino médio (ao meu ver) não era tão difícil quanto eu esperava, sobrava muito tempo pra vadiar, não precisava estudar muito, existiam professores fantásticos e outros bem ruins, os colegas eram uma das melhores coisas de lá, pois algumas vezes as conversas seguiam rumos interessantes que te faziam pensar sobre diferentes assuntos, não só das matérias como coisas da vida em geral. Enfim, durante os 4 anos do ensino médio(era tecnico e por isso tinha 1 ano a mais, mas as matérias técnicas iam desde o primeiro semestre) eu já me sentia pouco incentivado a estudar e a buscar novos conhecimentos. Terminado o ensino médio acabei indo fazer Historia em uma universidade federal, pois eu não havia conseguido passar no curso de astronomia que é o que eu gostaria. Lá conheci muitas pessoas diferentes e uma das coisas que mais me incomodou foi que as pessoas ditas "mente aberta" eram extremamente ignorantes quanto a opiniões contrarias a deles, isso não só entre alunos, como com os próprios professores. Isso me desanimou bastante, pois em um local onde se deveria ter dialogo e troca de idéias era apenas uma falsa discussão unilateral com todos(ou pelo menos 80%) concordando com a mesma coisa e silenciando o resto. Porém o maior motivo de eu ter mudado de curso foi a falta que eu sentia de resolver problemas complexos que envolvam números(algo que sempre me divertia) então resolvi mudar no meio do ano pra Física, foi então que eu passei na mesma instituição que eu havia feio o ensino médio. Quando comecei o curso de física eu prontamente iniciei em conjunto outros 4 cursos EAD desses da internet sobre coisas em geral, como por exemplo astronomia, ou mesmo "aprendendo a aprender". Logo antes de entrar eu pensei que os alunos seriam dedicados, estudiosos, focados e ainda mais, por ser física, imaginava que o curso iria começar pegando muito pesado. Logo nos primeiros dias fui percebendo que eu era o único aluno fazendo todas as listas em dia, estudando diariamente as matérias em casa e tudo mais. Assim acabei pensando em ajudar alguns colegas que eu vi que estavam com dificuldades, foi ai que comecei a perceber que boa parte dos colegas não sabiam praticamente nada, sofriam para resolver contas simples... Isso me desanimou muito e comecei a parar de estudar e fazer tudo em dia, pois me sentia um idiota, afinal eu estudar um monte e os outros pouco e todos passarem é a mesma coisa. Eu tentei auxiliar o pessoal e foi passando o tempo, ate que metade da turma já tinha desistido no final do primeiro semestre, mesmo o curso não exigindo muito dos alunos. Com isso eu fui convivendo com o pessoal e fui ficando cada vez mais relaxado, comecei a focar mais em fazer coisas externas ao estudo na faculdade, como por exemplo trabalhar num laboratório de física moderna, tocar o clube de astronomia, entre outros. Os semestres foram passando e fui percebendo que as matérias continuavam não exigindo muito dos alunos, eu cheguei diversas vezes a fazer reclamações aos professores pela matéria estar sendo simples, mas de nada adiantou. Então fui entendendo um pouco melhor do que se tratava o curso. O curso em si é um curso de licenciatura em física, existem diversas matérias de educação, porem existem outras matérias que são voltadas a formar pesquisadores, então seria um curso meio licenciatura meio bacharel. Acontece que assim como no curso de história, que eu havia feito por um semestre, as matérias de educação tem o mesmo falso discurso unilateral em que todos "desconstroem" o que existe e "constroem" a visão deles, e fazem isso se dizendo revolucionários pois estão criando pessoas criticas e pensantes, porem eles parecem não querer ver que não são criadas reais discussões em sala de aula, são simples teatrinhos para enganar todos e colocar o pensamento que o professor quer, nessas matérias eu aprendi a NÃO pensar, e sim simplesmente falar aquilo que o professor quer ouvir, pois não adiantava apresentar visões diferentes, o professor ou ignorava ou simplesmente falava e enrolava durante um longo tempo, não tendo muita opção pra discussão. Essas situações das matérias de educação novamente me fizeram ficar mais deprimido com o curso e a falsa formação que esta sendo dada. Já nas matérias de física propriamente dita houveram situações em que as questões de prova não eram exigentes, elas eram mais simples que as questões dos vestibulares mais difíceis do Brasil, porem uma ou outra vinha com a necessidade do uso de integrais ou derivadas (acho que só pra dizer que esta em um curso superior), e por ser um curso de licenciatura não acho correto que os professores desse curso formem professores que tem dificuldade em resolver problemas simples (sim, existiam muitos problemas simples e a maioria sofria com eles) e esses alunos iam passando pelas matérias com uma noção muito ruim do conteúdo e ainda sofriam para resolver qualquer probleminha... Eu esperava que fossem propostos exercícios que fizessem os futuros professores pensarem e sempre estarem se desafiando com novos problemas, porem tudo que encontrei foram decepções. Atualmente estou no fim do curso, peguei algumas DPs justamente por ter largado mao de estudar e deixar tudo sempre pra ultima hora, o que é o mais normal entre meus colegas. Durante todos os semestres que foram passando eu só ficava com mais e mais vontade de sair do curso e ver se era melhor em outro local, porem ouvi de alguns bons professores que não mudaria muito de um curso para outro, e que o nosso curso não é dos piores e sim um dos melhores, eu não estava acreditando muito, então tive a oportunidade de ver um pouco de outros cursos e conhecer pessoas desses cursos, então eu vi que era verdade, o curso que eu estava era melhor que vários outros. Foi ai que pensei o quão ruim todo sistema está, pois se professores estão sendo formados sem saber as matérias direito e estão ensinando novos alunos e isso só acaba gerando uma reação em cadeia que tende a piorar cada vez mais a educação. Esse tipo de coisa só me fez ficar ainda mais decepcionado com tudo, pensei seriamente em largar o curso, porem eu havia me envolvido com diversas outras coisas da faculdade, e elas estavam seguindo parcialmente pq eu estava lá ajudando. Alem disso diversos professores demonstraram gostar do meu modo de trabalho e empenho com as coisas, isso foi me fazendo continuar no curso. Até que nesses últimos 3 semestres eu não tenho mais aguentado a universidade como um todo, as pessoas dos diversos cursos que existem não se dedicam as coisas e vivem querendo dar desculpas por não fazer as coisas, isso me fez cada vez mais querer largar tudo e fugir desse inferno. Colegas falaram pra eu procurar auxílio psicológico da faculdade, mas outros amigos comentaram que já foram e falaram que os psicólogos de lá atendem muito mal e vão te tratar como alguém que não consegue acompanhar a faculdade pq esta muito difícil. Porem ao meu ver meu problema é justamente o contrario, a faculdade não é difícil e não me da incentivo pra estudar pq é fácil, se eu parar para estudar uma ou duas semanas antes da prova eu consigo passar nas matérias, então não tem necessidade de fazer mais do que isso... Agora se houvesse uma pressão externa maior, um curso mais complicado, colegas mais dedicados e interessados tudo poderia ser diferente. Enfim, atualmente não estou mais tendo empenho nem para estudar essas 1-2 semanas antes das provas, houveram problemas da coordenação que prejudicou diversos alunos, entre os quais eu me encaixo, fazendo com que obrigatoriamente eu tenha q fazer 1 semestre a mais do curso. E isso novamente só me fez querer mais sair do inferno. Atualmente estou indo em psicólogo pra tentar retomar o empenho dos estudos, porem ainda não tem mudado muita coisa. As matérias que estou fazendo atualmente não me agradam em nada, os projetos externos aos estudos estão cada vez mais chatos por conta das outras pessoas que acabam se envolvendo, e por serem projetos abertos não posso afastar as pessoas. Portanto gostaria de saber se alguem tem alguma sugestão de o que fazer numa situação dessas, gostaria de saber se alguem já passou por isso e a opinião dos que sentirem que devem falar algo. Obrigado
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2018.04.12 21:36 hostilizadonotrabalh [Sério] Conflito no trabalho - fui repreendido/ameaçado por um superior hierárquico que nada tem que ver comigo.

Viva, tem-se falado muito de emprego ultimamente aqui no sub. Hoje aconteceu-me algo que me deixou atónito. Arremessa fora por motivos óbvios. Tenham paciência se for longo (o penúltimo parágrafo é conciso).
Ok, então trabalho numa fábrica, contrato a termo incerto (através de agência de trabalho temportário) com o velho pretexto de que tiveram aumento da produção, blá blá blá. A verdade é que ninguém pára lá, seja pelo salário, más condições e, coisa que me apercebi recentemente, pelo constante clima de conflitos laborais. O insulto é normalíssimo, banal e aceite, seja de operários para chefias ou, muito mais frequentemente, das chefias para aqueles.
O meu caso, hoje. Trabalho num posto em que preciso de matéria-prima, no caso, peças metálicas. A logística da empresa é quem é a responsável por abastecer as racks (prateleiras no meu posto) e para tal vai buscá-las ao picking (espécie de armazém mas em prateleiras, por assim dizer, mais à mão para os funcionários da logística). A supervisão directa (o "chefe") exige uma certa produção, conforme os pedidos do cliente. Normalmente é semanal mas temos de dividir aquilo por dias senão é uma desgraça. É comum haver problemas de organização, demasiado comum mesmo e não há dia em que não "entrem no lodo" (ie, incapazes de dar vazão aos pedidos, sobretudo porque não ligam um caralho ao que fazem e não têm consequências). Eu sou um gajo recente e, não sendo o melhor dos trabalhadores, tenho-me dedicado àquilo apesar de não gostar, apesar de ter bem mais formação e capacidades para fazer mais (não me preocupo para já). Com isto quero dizer que de mim só têm boas referências. Não sei bem porquê, ou melhor, sei e já o explico, mas um dos vários supervisores da logística não vai bem com a minha cara apesar de nunca ter falado com o homenzinho na vida. Já outras vezes notei um certo desconforto e picanço dele para comigo mas nunca fiz caso. E isto, a meu ver, acontece porque eu lhe dou trabalho. Com a constante falta de material, eu alerto o meu supervisor e este alerta-o a ele. E o homem, segundo ele, não gosta de receber alertas e mais, é para o lado que dorme melhor. Talvez realmente os alertas perturbem-lhe o sono (os alertas só acontecem dentro do horário laboral e naquele contexto). O certo é que às tantas tenho de ser eu a ir buscar as peças. Não devo ser o caso único, porque nestes dias até colaram lá uns cartazes em que se lê bem que é proibido transportá-las à mão, em certas passagens, sendo da logística ou não. Aqui tenho plena consciência de que não devia nem podia e que se tiver um acidente de trabalho a fábrica fica menos bem e o seguro iliba-se (segundo me disseram). No entanto fi-lo, até porque eram nem meia dúzia e cabiam no bolso. Já o tinha feito antes e com ordens da supervisão, até mesmo o supervisor já o fez numa altura em que, não surpreendentemente, faltava material durante uma inspecção dum gajo "grande" qualquer da empresa-mãe.
(Ok, último fôlego) Hoje terminamos meia hora mais cedo para preencher uns inquéritos de satisfação num outro local, local esse onde o gajo não devia estar. Na prática, já tinha terminado a minha função no posto, estando ainda no horário laboral e nas instalações da empresa. Mal acabei de preencher, ele dirigiu-se imediatamente a mim (no mesmo espaço estava a equipa onde estou, uma funcionária dos RH, pessoal dos escritórios e ainda pessoas externas que prestam serviços -no caso de refeições- à fábrica) e num tom completamente exacerbado pergunta-me quem é que me mandou ir buscar as peças (detalhe: eu levei-as do meu posto, fiz o que tinha a fazer, e trouxe-as de novo. tecnicamente não fui buscar nem levar nada). O objectivo dele era que eu denunciasse a líder da minha equipa, com quem ele tem tido esta semana toda uns stresses (mesmo motivo). Como eu percebi, e quis armar-me em mártir, disse que "ninguém. fui eu que tomei a iniciativa". O gajo ficou ainda mais fulo e cerrou os dentes para não armar um escabeche e disse que ali não havia iniciativas (lol!) e que eu estava proibido (e frisou várias vezes o proibido) de tirar o que quer que seja do picking (prateleiras e menos de dois metros das minhas racks, lol), não se referiu a peças nem especificou outros detalhes apesar de eu já meio descontraído (a trollar, vá) lhe ir perguntando essas perguntas incómodas. Isto tudo enquanto me apontava o indicador e, agora sem exagero, a menos de 20 cm da minha cara. Ora, aqui é que me deixa em dúvida: por um lado não tenho a mínima dúvida de que o intuito era agredir, o que aconteceu na prática foi que me senti humilhado, indignificado e desrespeitado perante não só os meus colegas como as restantes pessoas. Embora tenha muitas mais qualificações e competências para fazer o que estou a fazer, o meu objectivo, já que ali fui parar, era ao menos aproveitar uma oportunidade interna e progredir. Talvez até dentro dum par de anos vir a trabalhar nos depts onde posso encaixar com a minha formação. Como isto me parece ser grave o suficiente, pensei que, formalmente, possa amenizar a coisa e tratá-la como uma repreensão/advertência verbal (no Cód. do Trabalho, isso talvez encaixe na secção do poder disciplinar). Ora, o gajo não sendo meu meu hierárquico superior directo, no meu entender, ele não podia nem devia fazer aquilo. No limite, informava o meu supervisor e este a mim. Ou faria o seu showzinho na presença do meu supervisor. Tenho sérias dúvidas quanto à legalidade disto. Não encontro nada que me diga que uma repreensão como sanção disciplinar exija posterior notificação, amanhã se não me disserem nada vou lá espicaçar o meu chefe e perguntar se não tem nada para mim. Fora deste contexto, o que me ocorre são coisas bem mais graves e sérias que caem já dentro do assédio moral (relembro, o gajo aparentemente não vai comigo mas não há nada que eu consiga identificar que justifique tal acto). E este tipo de agressões são coisas que acontecem diariamente e frequentemente que já são tidas como normativas. A maior parte das pessoas têm escolaridade básica ou nem isso e provêm de contextos socio-económicos "complicados" (no mínimo), talvez não tenham muita oportunidade de escolha e sujeitam-se a coisas dessas. Não quero ser e-rói nem mártir mas não quero deixar o assunto morrer. Pretendo, no mínimo, informar a direcção deste exemplo e da minha insatisfação em ver recorrentemente acontecer com outros colegas sem que nada mude. Não pretendo que o gajo seja sancionado (spoiler: não vai dar em nada, para ele) ou extorquir uma indemnização à empresa. E não sou uma destas florzinhas do politicamente correcto e das micro-agressões e isso. Já aguentei merda a mais lá, que não devia, e se não bater o pé, só tende a piorar.
Ser despedido é o menos (e isto não é orgulho da minha parte). E já que a partir de agora tenho de trabalhar com aquele espírito do deixa andar, quero testar os limites e esticar a corda a ver até onde vai, just for fun. Nunca fui despedido, saí sempre por iniciativa própria, seria interessante e talvez oportuno que acontecesse.
Desculpem o muro e se souberem ou já tiverem passado por algo semelhante e me puderem melhor orientar para levar esta questão internamente e externamente avante, agradeço profundamente.
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2016.05.12 19:54 marcusbright Uma odisseia - Como consegui bolsas de estudo para os EUA, França & Austrália. Texto longo.

RESUMO:
Nasci em São Luís do Maranhão, e sempre quis trabalhar com cinema. Em 2010 consegui uma bolsa de estudos 100% para estudar em uma das 10 melhores escolas de cinema dos EUA. Em 2014 retornei para o Brasil, e voltarei para os EUA em Agosto para cursar Mestrado na mesma universidade, também com bolsa integral. Desta vez o plano é ficar por lá e conseguir residência fixa.
 
Sempre que falo que estudei nos EUA recebo as mesmas perguntas. Deixo aqui um apanhado das minhas experiências nos últimos 10 anos em relação à estudar fora. Já existem vários guias onlines sobre o assunto, mas são quase todos genéricos e não abordam as questões específicas. Por isso, vou ser bem detalhista neste relato, que deve fica bem longo.
Além do mais, muitas vezes a conversa online se resume em “Casei com uma Americana” ou “Tenho cidadania europeia.” O que, sejamos sinceros, não ajuda muito quem não tem essas coisas. O meu caminho foi o do estudo, e é um caminho que, em teoria, todos podem seguir.
 
Esse relato é específico para O MEU CASO. Você pode conseguir uma bolsa de um jeito COMPLETAMENTE DIFERENTE, que desconheço. Posto minha experiência aqui para servir como REFERÊNCIA de como foi que funcionou pra mim e como foi minha vida durante o processo. Também dividi o texto em seções para facilitar a leitura de quem procurar um assunto específico.
 
MEU BACKGROUND
Sou de família classe média, filho de dois professores. Então, até mesmo por influência dos meus pais, sempre tive um foco muito grande na minha educação. Sempre fui nerd. Gostava de ler e passava horas na Wikipédia caçando links e definições. Credito à essa curiosidade e vontade de ir atrás de informação todo o sucesso que tive na vida. Creio inclusive ser um perfil bem comum aqui no Reddit, visto que têm uma predominância muito grande de pessoas autodidatas, especialmente programadores, e pessoas que geralmente procuram se manter bem informadas.
Se você for rico, pra ser sincero, ir pra fora não é um problema. Existem mil maneiras. Entrar numa universidade qualquer lá fora não é difícil (com exceção das top, claro).
O difícil é pagar.
 
MINHA DECISÃO
Sempre quis fazer cinema. Sempre mesmo. Não tenho memória de nenhum momento na minha vida em que este não fosse meu sonho. Mas foi quando eu tinha uns 10 anos que concretizei meu objetivo: “Quero ser diretor de cinema”. Assistindo entrevistas com meus diretores favoritos na época, ficou claro que todos eles tinham feito curso superior na área. Nos anos seguintes, começei a ficar mais consciente dos cursos de cinema no Brasil, e os que mais me chamaram atenção foram os da USP e da FAAP, considerados os melhores do país. Mas algumas coisas me incomodavam no geral:
 
  1. Os cursos brasileiros eram em grande parte extremamente teóricos. Amo teoria, mas acredito que ela deve informar a prática e vice-versa.
  2. No Brasil, cinema tende a ser uma concentração nos cursos de Comunicação. Lá fora são cursos específicos de Cinema.
  3. Equipamento e instalações defasados.
  4. A indústria cinematográfica no Brasil não era praticamente nada comparada à de outros países.
  5. Aquele povo chato de humanas (sou de esquerda, mas pfv né?)
 
E, claro, eram todos cursos muito longe de São Luís, MA. Pensei: “Porra, São Paulo e Los Angeles são ambos longe pra cacete, vou tentar ir pra LA logo.”
 
ENSINO MÉDIO
Durante o EM, começei a focar minhas atenções acadêmicas no cinema. Começei a comprar livros e estudar muito a respeito de roteiro, decupagem, fotografia, edição, em fim, a me aprofundar no assunto.
Na escola, convenci minha professora de Redação a me deixar escrever roteiros de curtas ao invés daquelas redações insossas. Para minha surpresa, ela concordou.
Eu era muito caseiro e apegado à família. Quando expressei vontade de estudar fora, ambos meus pais acharam que eu devia fazer um intercâmbio de curta-duração antes, pra crescer um pouco e aprender a me virar sozinho.
No começo a gente ficou meio receoso do investimento, mas acabou que não foi tão caro e meus pais tinham um dinheiro guardado. Acabei concordando e fui parar no Kansas por um ano letivo.
Não tinha nada pra fazer no Kansas em termos de cinema. Mas fui bem na escola, e me dediquei muito à História Americana . Também participei de muitas atividades extracurriculares. Participei do clube de competição de trivia, robótica, estudos avançados, etc.
Também fiz o SAT e o ACT, que são os ENEMs americanos (ambos se focam em matemática e inglês) usados para ingressar nas faculdades. Fui medíocre em ambos. Fiquei no nível da média nacional.
Terminei o ensino médio no Kansas e voltei pro Brasil em 2008 com um diploma americano.
 
O PROCESSO
“E agora?”
Foi essa a pergunta que eu fiz. Estava de volta no Brasil, formado no Ensino Médio. Como chegar nos EUA?
 
OS OBSTÁCULOS
Comecei a entrar em sites de universidades americanas e me familiarizar com os termos, processos de admissão, assim como procurar as melhores escolas de cinema. Queria ter feito isso antes. Era tudo muito confuso. Termos como admissions, financial aid, scholarships, fellowships, tuition and fees, eram completamente estrangeiros pra mim.
 
Mas logo ficou claro que eu tinha dois obstáculos à superar:
 
  1. Ser aceito em uma boa escola de cinema.
  2. Pagar uma boa escola de cinema. A anuidade das grandes universidades giravam em torno de 40.000 dólares. O salário dos meus pais não chega nem perto disso, nem o que eu ganhava como freelancer. Eu precisava de uma bolsa 100% da anuidade, e as despesas pessoais (moradia, alimentação, transporte) a gente podia economizar durante um ano pra pagar.
 
Para deixar claro: o preço é esse mesmo, e hoje está até mais alto. E isso não é só pra estrangeiro não. Americanos também pagam essa soma ridícula. A diferença é que eles recebem bolsas do governo federal e podem tirar empréstimo estudantis com os bancos. Não é raro para os Americanos se formarem com dezenas (até centenas!) de milhares de dólares em dívida. De fato, essa é uma pauta cada vez mais quente, e muitos estão preocupados com essa bolha de empréstimos estudantil.
 
Nós, brazucas, não podemos receber auxilio federal e também não podemos tirar empréstimos nos bancos lá (a não ser que você tenha um fiador que seja cidadão Americano).
 
Eu não tinha nenhum fiador, e nem queria passar décadas da minha vida em dívida, então sobraram 2 opções:
 
  1. Conseguir uma bolsa 100% da própria universidade
  2. Conseguir uma bolsa 100% de instituições privadas.
 
CONSEGUIR BOLSA DA PRÓPRIA UNIVERSIDADE
Que eu saiba, todas as universidades americanas oferecem bolsas de estudos. Mas são majoritariamente bolsas parciais. Bolsas de 2, 5, 10 mil dólares. Bolsas integrais são o santo-graal das bolsas de estudos.
E aqui começa o primeiro empecilho sério pros brazucas.
Para ser considerado para bolsas de estudo, você precisa ser aceito na universidade.
Para ser aceito na universidade, você precisa provar que pode pagar por ela.
É isso aí, catch-22 total.
Você precisa provar pra escola que tem grana no banco suficiente pra te sustentar durante o primeiro ano de estudos (anuidade, estadia, alimentação, saúde). Isso é um requerimento do Departamento de Estado Americano. Só assim a escola pode te aceitar e emitir o I-20, documento que você leva na embaixada pra tirar o visto de estudante.
Já ouvi falar de gente que pede pra parente rico enviar um extrato bancário e coisas do tipo, só pra ser aceito e ser considerado pra bolsa. Eu não conhecia ninguém rico, e nem tenho a cara-de-pau de pedir algo assim.
 
Apenas 5 universidades são exceção. Atualmente estas aceitam qualquer estudante estrangeiro e se comprometem de cara a cobrir todos os gastos necessário para os estudos.
 
  1. Amherst College
  2. Harvard University
  3. Massachusetts Institute of Technology
  4. Princeton University
  5. Yale University
 
Estas são as cinco universidades que são need-blind e full-need para estrangeiros.
 
*Need-blind: não pedem prova de que você pode pagar.
*Full-need: se comprometem a cobrir toda sua necessidade financeira.
 
Infelizmente nenhuma destas universidades têm curso de Cinema. Então nem considerei.
 
CONSEGUIR BOLSA DE INSTITUIÇÃO PRIVADA
Se você não conseguir ser aceito com bolsa diretamente na universidade, a solução é ir procurar em instituições privadas.
Existem várias instituições com programa de bolsas. Desde empresas que financiam a educação para seus empregados e filhos de empregados, até fundações filantrópicas.
 
Aqui no Brasil, acho que a mais famosa é o Programa de Bolsas da Fundação Estudar: https://bolsas.estudar.org.b
 
O processo é muito chato e têm várias etapas. Entrevista por Skype, Entrevista em pessoa, Dinamicas de grupo (argh!), etc. É uma putaria sem fim. Sem contar que é tudo feito no eixo RJ-SP, ou seja, eu teria que pegar um vôo pra SP pra participar de cada etapa (que ocorrem ao longo de vários meses). Mas o que mais me irritou foi que não divulgavam os valores da bolsa. Podia ser integral, podia ser parcial. Mesmo que eu fizesse todas as etapas e ainda fosse um dos contemplados, ainda podia acabar com uma bolsa de só 20%. Ainda teria que arcar com o resto. Sem chance. Se você mora nessa região e não precisa se locomover muito para participar das etapas de seleção, pode ser uma boa. Eu nem tentei.
 
Outras fontes para encontrar bolsas são a Universia: http://bolsas.universia.com.b
O Rotary também oferece bolsas, mas não conheço detalhes: http://www.bolsas.academicis.org/2014/03/rotary-internacional-oferece-bolsas-de.html
 
E, finalmente, descobri o Programa de Bolsas do IBEU/IIE: http://portal.ibeu.org.bsou-ibeu/estude-nos-eua/ibeuiie/
 
O programa contemplava alunos de todas as áreas, guiava os alunos por todo o processo de admissão nas universidades, e articulava bolsas com as próprias escolas (hoje o site diz que são só bolsas parciais, mas tenho a impressão que é só para não dar falsas esperanças…)
O processo todo podia ser feito à distância, e eu só precisaria ir pro RJ para uma entrevista caso fosse um dos finalistas.
 
Ótimo. Me inscrevi.
 
Precisei enviar uma série de redações (essays) e testes acadêmicos. Listo abaixo cada dos itens.
 
  1. Study Objective: Esta é a sua Carta de Intenção. Você precisa delinear os seus objetivos acadêmicos. Qual curso quer fazer? Qual especialização? Por quê? Como você vai colocar esse conhecimento em prática na sua carreira? Você têm experiência relevante na área? Explique.
  2. Biographical Essay: Basicamente a história da tua vida. Onde você nasceu, seus pais, família, figuras que te influenciaram, eventos que marcaram sua vida e o tornaram a pessoa que você é hoje.
  3. Personal Essay: Essa é uma carta pessoal. O objetivo é mostrar para o comitê de seleção quem você é como pessoal, não aluno. Você pode falar de uma experiência importante na sua vida, um risco alto que você tomou, alguma questão local, nacional ou internacional que seja de grande importância para você; algum filme, livro ou obra de arte que deixou uma profunda marca em você, ou algum tópico de sua escolha.
  4. Cartas de recomendação: 3 cartas de professores, chefes de trabalho ou colegas de profissão.
  5. TOEFL: O teste de inglês usado para entrar em todas universidades americanas. Meu inglês já era fluente, mas precisei pegar um vôo para Belém para fazer a prova (não era realizada em São Luís).
  6. SAT: Esta prova eu já tinha feito no Kansas. Eu não tinha ido bem, mas não tinha grana pra fazer de novo. Custa caro. Então usei a minha nota baixa mesmo.
  7. 3 SAT SUBJECTs: Esta são provas complementares do SAT que se focam em diferentes disciplinas. Você precisa fazer 3 disciplinas. Tive que ir pra Brasília fazer estas... Escolhi fazer as provas de História Americana (achei que impressionaria o comitê), Biologia (meus pais são professores de biologia. Então foi sussa) e Espanhol (nunca tive aula de Espanhol. Mas depois de fazer um simulado percebi como a prova era fácil. Quase fechei. E fiquei parecendo trilíngue).
 
Depois de meses de ansiedade, recebi o e-mail comunicando que eu era um finalista e estava convocado para a entrevista no RJ.
 
Compareci à entrevista, super nervoso. Me perguntaram sobre várias coisas que mencionei nas redações, e no final me informaram que eu tinha feito tudo completamente errado na Personal Essay. Era pra escrever uma coisa pessoal mesmo, tipo, algo que você escreveria num diário ou uma carta para um amigo. Eu tinha escrito um ensaio sobre o status do cinema como literatura do séc XX… Eles me explicaram como era pra fazer e mandar de novo (e fizeram questão de dizer que acharam o ensaio muito interessante).
Na saida, retardado como sou, nervoso pra cacete, digo “Tchau. Boa Noite.” Era 1h da tarde.
 
Semana seguinte recebo a lista dos 15 selecionados, e vejo meu nome na lista. Aí começa o processo de seleção de universidade.
 
ESCOLHENDO A UNIVERSIDADE
O IBEU, que trabalha como representante do IIE (Institute of International Education), pede uma lista das universidades em que eu quero tentar ingressar. Eu, claro, dou a lista das melhores escolhas de cinema que conhecia. UCLA, USC, NYU e Columbia.
O IIE olha as minhas escolhas, olha as minhas notas, redações, testes, etc. e dá um parecer, tipo: “A USC é muito mesquinha com bolsas, e suas notas não são boas o suficiente. Ou, a NYU não dá bolsa nenhuma.”
 
Ao final, disseram basicamente que eu não tinha chances em nenhuma dessas escolas. Fiquei bem chateado. Mas eles ofereçeram uma lista de escolas mais de acordo com meu perfil, onde eu tinha mais chances de ser aceito com bolsa. Uma dessas escolas era a Chapman University, e procurando online logo descobri ser uma das 10 melhores dos EUA.
 
Acabei tentando minha sorte na Chapman e algumas outras de menos calibre. Acho que ao todo tentei em 6 universidades.
Fui aceito em 5 universidades, e recebi oferta de bolsas nas 5. Duas destas cinco eram 100% da anuidade. E uma destas era a Chapman. De longe a melhor escola na minha lista.
Foi assim que fui estudar cinema nos EUA em 2010. Ao todo, levei dois anos entre terminar o Ensino Médio e começar o Superior. Nesses dois anos, não tentei entrar numa escola brasileira e nem arranjei emprego fixo. Trabalhei em projetos pessoais e freelancer, fazendo curtas, escrevendo roteiros, editando projetos, construindo portfolio.
 
Reconheço que fui incrivelmente abençoado por pais que deixaram o filho passar DOIS ANOS seguindo um sonho impossível, e sei que nem todos têm esse privilégio. Se você ainda está cursando o EM, recomendo tentar já. O ciclo de admissões para as universidades Americanas leva o ano inteiro.
 
A FRANÇA ENTRA NA HISTÓRIA
Em 2010 começei meus estudos na Califórnia. Assim que cheguei na escola, percebi que ela tinha um programa de estudos no exterior muito forte. Cerca de metade dos alunos passavam pelo menos um semestre no exterior.
Conferindo a lista de programas e escolas parceiras, vi que a Chapman tinha parceria com uma escola em Cannes, na França. Um semestre, culminando com um estágio no Festival de Cannes. E o melhor, a minha bolsa da Chapman era transferível para a escola na França. Eu só precisava pagar a passagem aérea.
 
Conversei com meus professores e orientadores e tracei todas as disciplinas que eu cursaria em cada semestre ao longo de 4 anos. Queria garantir que passar um semestre no exterior não atrasaria minha graduação. Isso é importantíssimo, já que as bolsas Americanas são renováveis por no máximo 4 anos.
Planejei com 1 ano e meio de antecedência. Comecei a fazer aulas de Francês na própria Chapman (essas aulas contavam como optativas), e em 2012 fui pra Cannes falando um Francês intermediário-baixo. Passei 6 meses estudando um intensivo da língua, história da arte francesa, e viajando pela Europa.
 
DE VOLTA PARA OS EUA E PREPARAÇÃO PARA MESTRADO
Em Agosto de 2012 estava de volta na Califórnia.
À essa altura eu já estava pensando no que fazer após a graduação, já que o visto ia expirar e eu queria continuar nos EUA.
Não é fácil. Após a graduação você pode passar 1 ano numa autorização de trabalho provisória chamada OPT (Optional Practical Training). Basicamente, vc se forma e tem um ano pra adquirir experiencia de trabalho antes do seu visto expirar (2 anos em caso de ser aluno STEM).
Depois disso, pra continuar com visto de trabalho, vc precisa ter uma empresa disposta a te patrocinar e te contratar em tempo integral. É um processo caro e chato, então a empresa tem que gostar muito de você pra passar por isso. Cinema é uma área de freelancers. Então a possibilidade de conseguir uma empresa disposta a te contratar num salário fixo, em tempo integral, é muito baixa.
 
Ficou claro, por diversas razões, que é muito mais fácil conseguir isso se você tem um Mestrado, e ru já queria fazer Mestrado mesmo. Minha educação sempre foi motivo de orgulho e prazer, então um Mestrado sempre foi certeza.
 
Decidi: “Vou fazer Mestrado.”
À essa altura, eu precisava declarar uma concentração no curso de Bacharel. Uma especialidade (roteiro, fotografia, etc.) Era muito importante me formar em algo que serviria como BASE para desenvolver trabalhos numa pós. Isso é importantíssimos pros Americano. Se você quer fazer pós em Direito, por exemplo, faça graduação em Relações Internacionais, ou História, ou Literatura. Também era importante ser algo que eu pudesse usar para pagar as contas, fazer meus próprios filmes. Enfim, ser auto-suficiente.
 
Declarei meu Bacharel em Animação e Efeitos Visuais, com esperança de fazer Mestrado em Direção e Roteiro Cinematográfico.
A partir de então, eu fiz TUDO que pudesse para me tornar um bom candidato para curso de Mestrado. As famosas atividades extracurriculares. Escrevi críticas de filmes para o jornal da escola. Trabalhei como Supervisor de Efeitos Visuais em vários projetos de amigos (um inclusive venceu um BAFTA). Me inscrevi em um programa educacional da Chapman que me permitiu escrever um roteiro de longa metragem sob a mentoria de uma produtora vencedora do Oscar. Fiz disciplinas optativas em Lógica, Filosofia, História, Teoria do Cinema, Inglês, enfim, tudo tudo tudo. Fui tesoureiro de um clube acadêmico e ajudei a organizar eventos.
 
A FULBRIGHT
Em 2014 retornei ao Brasil. Foi uma decisão dificílima de fazer, e muitas vezes achei ter cometido um erro terrível. Qualquer pessoa com bom senso teria ficado nos EUA com o OPT e ralado para encontrar um emprego qualquer e torcer pra conseguir um visto. Eu nunca gostei de torcer pra nada, sempre minimizar o acaso. Achei que tinha mais chances de conseguir uma bolsa pra Mestrado do Brasil do que um trabalho nos EUA.
A minha grande esperança era a Bolsa Fulbright: http://fulbright.org.bbolsas-para-brasileiros/
Pra quem não sabe, o Programa Fulbright é o mais prestigioso programa de bolsas dos Estados Unidos. Eles dão bolsas para Americanos estudarem fora e para estrangeiros estudarem nos EUA. 54 bolsistas chegaram a ganhar o Prêmio Nobel. 82 chegaram a levar o Pulitzer.
A Fulbright têm um programa específicos para Brasileiros que querem cursar Mestrado em Cinema nos EUA. O processo é praticamente idêntico ao do IBEU (ambos são coordenados pelo IIE). Esse programa era meu alvo.
E o melhor, a Fulbright oferecia, em conjunto com a CAPES, além da anuidade: seguro saúde, transporte aéreo e bolsa manutenção. É o sonho.
Então enviei minha inscrição pra Fulbright.
 
Não passei nem para as etapas finais. Fui eliminado quase de cara.
 
Passei duas semanas deprimido. “Voltei pro Brasil só pra conseguir essa bolsa e falhei.” Encarei a realidade. Tinha perdido minha chance de ficar nos EUA. De volta à estaca zero. Me mudei para São Paulo pra tentar tocar a vida como animador ou algo da área.
Ao mesmo tempo, comecei a procurar programa de bolsas para terminar meus estudos em outros países. Depois de ver a qualidade do ensino lá fora, não queria mesmo estudar cinema no Brasil.
 
PRÊMIOS CHEVENING, ENDEAVOUR & ORANGE TULIP
Como os EUA têm a Fulbright e o Brasil tem a CAPES, imaginei que outros países deviam ter orgãos similares. Fui procurar e descobri que o Reino Unido tem o Chevening Award, a Austrália têm o Endeavour Award, e a Holanda têm o Orange Tulip.
Todos são basicamente a mesma coisa. O mesmo tipo de processo. Bolsas de Pós para facilitar o enriquecimento mútuo entre ambas nações.
 
O Chevening Award requer uma experiencia prévia muito grande na área de trabalho, e eu era apenas um recém-formado. Como a Fulbright, cobre praticamente tudo, incluindo ajuda de custo para materiais acadêmicos, custo da tese de mestrado, taxa do visto e alojamento, entre outros. http://www.chevening.org/brazil
 
O Orange Tulip é um pouco mais limitado. Criado em 2012, o programa oferece bolsas com valores fixos para cursos e disciplinas pré-aprovados. https://www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/orange-tulip-scholarship
 
O Endeavour Award é diferente. Aceita alunos de todas as áreas. Alunos de curso profissionalizante recebem 50% da anuidade. Alunos de curso de Mestrado ou Doutorado recebem 100% da anuidade. Todos recebem passagem aérea, ajuda de custo de alojamento, bolsa manutenção (3.000 dólares por mês), seguro saúde e seguro viagem. https://internationaleducation.gov.au/Endeavour%20program/Scholarships-and-Fellowships/Pages/default.aspx
 
Mandei minha inscrição para a Endeavour, listando todas aquelas atividades extracurriculares que realizei, meus projetos, honras, prêmios, etc. Qualquer crédito que eu tivesse. E comecei a rezar.
5 meses depois recebo a notícia: Consegui a bolsa de 50% para um curso profissionalizante.
 
UM PRÊMIO MUDA TUDO
Pouco antes de receber a notícia da Endeavour, recebi outra notícia boa: O filme que fiz como TCC no curso na Chapman havia vencido um prêmio importantíssimo. Com esse prêmio, a Chapman me ofereceu outra bolsa integral para voltar e realizar meu Mestrado lá.
 
E isso me forçou a fazer certas escolhas difíceis. Agora eu precisava escolher entre voltar pros EUA, prum curso ótimo, mas custo de vida alto, ou pra Austrália, prum curso relativamente fraco, mas com bastante ajuda de custo.
 
Eu não queria voltar pra Chapman pro meu Mestrado. Até por pura questão de experiência, eu queria explorar um ambiente novo.
Mas…. beggars can’t be choosers. Além do mais, eu já tinha uma base na Chapman, de amigos, professores, administradores, reitores, que seriam uma imensa ajuda na hora de conseguir um emprego e conseguir um visto ou green card.
 
Por isso, rejeitei a oferta da Endeavour e aceitei a da Chapman.
Volto pra lá em Agosto pra começar meu Mestrado em Direção Cinematográfica.
 
E é isso.
 
CONCLUSÃO
Ufa! Não achei que fosse ser tão longo.
Ao longo desses anos, 3 coisas foram essenciais e me permitiram aproveitar as oportunidades quando estas apareciam.
 
  1. Planejar a longo prazo
  2. Apoio dos pais para me concentrar 100% nesses objetivos. Tive o luxo de não ter outras preocupações.
  3. Uma sede de informação. Foram muitos, muitos e-mails, sites e ligações telefônicas pra conseguir toda essa informação.
 
É possível que algumas coisas não estejam tão claras no texto quanto estavam na minha cabeça. Vou deixar o post aqui e continuar respondendo caso haja mais duvidas. Qualquer coisa edito o post pra atualizar.
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2015.11.16 21:36 apenasumbacano Carta a todos os adeptos de futebol.

Há uma coisa que une todos os portugueses, o FUTEBOL, até quem não gosta não fica indiferente ao fenomeno que é o futebol em Portugal e no mundo, é o desporto rei, nenhum desporto chega perto do futebol em termos de popularidade e na sexta-feira o futebol foi atacado em Paris, o futebol não tem religião, nem cor de pele, nem diferenças sociais, dentro de um campo de futebol somos todos iguais, e nas bancadas é igual, somos todos iguais, estamos todos ali para o mesmo, para apoiar a nossa equipa ou para assistir ao desporto que gostamos.
Eu sou PORTISTA mas nasci sem clube como nascemos todos, o meu avô era Portista, o meu pai é Portista e eu sou Portista, sou ULTRA do FCP, e ser ULTRA não é odiar os outros, é amar o meu clube, apoiar sempre e defender sempre o clube. Eu nasci e vivo a 600 quilometros de distancia do Estádio do Dragão e da cidade do Porto, por isso eu sei mais do que ninguem o que é ser descriminado por gostar de outro clube que não Benfica ou Sporting, as bocas, as ameaças, tive uma professora que dizia que eu não podia ser do FCP, que era contra-natura e que não podia ser e até comentou isso com os outros professores, que na turma dela havia um miudo do FCP e que apenas era do FCP porque era maluquinho e gostava de ser diferente..
Durante anos respondia da mesma forma que me atacavam, com insultos e ofensas, mas responder com violencia apenas trazia mais violencia e eu não gostava de ser assim, eu não gosto de discutir, gosto de debater, eu não gosto de violencia, acho que a violencia não resolve as situações, o conversar sim, eu não queria ser igual aos outros, discutir sempre aos berros, a espumarem se da boca, insultam antes o adversário do que apoiam os seus clubes, o futebol merece melhores adeptos, o futebol merece ser respeitado pelo que é, um desporto que une as pessoas e tem que ser protegido por todos os adeptos acima de qualquer clube, porque nem todos gostamos do mesmo clube, mas todos gostamos de futebol.
O meu avô ensinou-me os valores do FCP, a raça e mistica de uma cidade que tem no Futebol Clube do Porto e seu maior simbolo e marca e foi por isso e por ele que eu me tornei adepto. O FCP leva o nome da cidade do Porto a todo o mundo e é uma instituição portuguesa reconhecida e respeitada no mundo inteiro, e as pessoas do Porto e do norte em geral são o melhor que temos em Portugal.
Quem não é do FCP dificilmente percebe o porque dos Portistas idolatrarem Pinto da Costa, Pedroto, Jorge Costa, João Pinto, Gomes, Vitor Baia entre tantos outros que são simbolos do nosso clube, só nós sabemos o que significa o calcanhar do Madjer em Vienna, o golo do Ademir em 1978 ou mais recentemente o golo do Kelvin, assim como os benfiquistas percebem melhor quem foi Eusébio e a sua importancia para o futebol portugues, ou o que significou aquele golo do Luisão ao Sporting que dava um campeonato depois de 10 anos sem ganhar, depois de 10 anos na miséria, mas o FCP respondeu forte a esse campeonato e mostrou que ainda era o melhor clube em Portugal e que aquele campeonato tinha sido um engano e tinha sido perdido por culpa propria, e mostrou essa superioridade ganhando os seguintes campeonatos sem margem para duvidas.
Depois foram 3 anos com Sporting e Boavista campeões, o FCP respondeu com um FCP campeão europeu com José Mourinho. Mais uma vez o FCP responde mostrando força, um adversário forte faz-nos ser ainda mais forte.
O Benfica respondeu com Jorge Jesus e foi uma aposta ganha, o primeiro ano de JJ mostrou o verdadeiro Benfica, era aquele Benfica que o meu avô me falava que tinhamos de respeitar, senão nunca os venceriamos, um Benfica que não deixava os adversários respirar, o Benfica de Eusebio, Coluna, Aguas, Cavem, Simões, mas eu não estava preocupado com aquele campeonato, eu sabia que o FCP ia responder a altura, o FCP responde sempre a altura, nunca desiste e nunca vira a cara a luta, como cantamos todos sempre “Ninguêm Ninguêm, é melhor que nós no mundo.”
E mais uma vês o FCP apresentou-se ainda mais forte, com mais uma Liga Europa e 3 campeonatos, 3 campeonatos apenas com 1 derrota, o novo Benfica demolidor como dizia a comunicação social não teve qualquer hipotese, o FCP continou forte, abanou um pouco mas não caiu, nunca desistiu, e agora também não vai desistir, e nós como adeptos do FCP não podemos permitir que isso aconteça..
O meu avó era um homem do Porto que veio viver para o sul, e tinha orgulho em ser do norte, contava-me que chegou a ver o FCP no Campo do Lima e depois na Constituição e por fim no Estádio das Antas, falava-me do Barrigana, do Pinga, do Pedroto e da história do Cubillas, de como toda a cidade apoiava o clube e se orgulhavam de ser do FCP, deu-me a conhecer a história do clube e explicou-me o que é ser Portista. Nunca o meu avô me disse que os outros clubes eram uma merda, nem desrespeitou ninguem, nunca ouvi o meu avô insultar um adversário, e foi isso que ele me ensinou, o meu avô e o meu pai sempre me ensinaram que devemos apoiar quando o FCP joga e nunca insultar os outros, defender sempre que somos atacados mas nunca ofender o adversário, mesmo que nos ofendam, apenas ignorar, temos que manter o FCP um clube digno e com valores e respeitar o nome da instituição, já que muitas vezes partilhamos os mesmo valores dos adversários,nós apoiamos a nossa equipa e aquilo que gostamos e as outras pessoas fazem o mesmo, e temos que aceitar e respeitar a decisão de todos, sem ofender, seja quem for, equipa grande ou equipa pequena, todos merecem respeito, todos partilhamos os mesmo valores enquanto adeptos e todos queremos que o nosso clube vença.
Devemos sim atacar e criticar aqueles que não respeitam o futebol e os seus adeptos, o futebol resolvesse dentro de 4 linhas e com regras iguais para todos, não em programas de televisão que só servem para lavar a roupa suja toda em troca de audiencias, não em capas de jornais feitas a incentivar o odio pelo rival, montamos espetaculos deprimentes que envergonham todos os adeptos de futebol em troca de audiencias. O futebol merece respeito, os clubes que voces apoiam merecem respeito assim como clube que eu apoio, não por quem lá está mas pela instituição que representam.
Também aprendi que a vida é assim mesmo, nem sempre se ganha, hoje ganhamos nós, amanhã vão ganhar outros, somos adversários mas não inimigos, eu quando o FCP perde fico chateado, o que é perfeitamente normal, não quero que ninguem me diga nada, o ano passado depois de levar um saco em Munique eu fiquei derrotado.. caiu forte aquela derrota.. não mereciamos perder por aqueles numeros e por isso percebo que as outras pessoas pensem da mesma maneirae fiquem chateados com as derrotas dos clubes deles, por isso evito partir para o insulto e para a ofensa facil, eu tenho amigos Benfiquistas, familiares, colegas de trabalho, a minha propria namorada que eu amo é Benfiquista, nunca na vida eu podia insultar algo que ela gosta e apoia, eu respeito as outras pessoas todas e respeito as escolhas pessoais dessas pessoas e espero que façam o mesmo comigo.
Mas eu ser Portista não significa que seja cego nem faccioso.. eu AMO o PORTO, eu quero que o PORTO ganhe todos os jogos sempre, porque a verdadeira beleza do futebol são os golos e as vitórias, nós temos fé no nosso clube, é por isso que o Benfica estava em 8º e os adeptos não desistem, não abandonam, é por isso que o FCP recebe o Benfica campeão na ultima jornada e o Estádio do Dragão enche para apoiar o PORTO como se fosse o jogo do titulo, como se ainda houvesse hipotece de ser campeão, os adeptos nunca abandonam os seus clubes, jogadores, presidentes, dirigentes, todos vêm e vão, mas os adeptos estão lá sempre.
Mas falando do Benfica, o meu pai sempre me ensinou o porque de se respeitar o Benfica, indiferentemente de quem lá está, o SLB é a maior instituição de Portugal, é inclusive e como eles dizem bem maior que o proprio pais, é um clube que está representado nos museus do futebol de todo o mundo, tem uma história gloriosa, caiu em desgraça e agora está a recuperar. Uma das razões pelas quais os Benfiquistas não gostam do FCP é que durante 30 anos o FCP teve a sua época de gloria, começando em 1984 com a primeira final europeia do clube e sendo interrompida nestes ultimos 2 anos pelo Benfica.
O Porto durante esses anos teve sempre melhores equipas que Benfica e Sporting, ganhava porque era superior e isso ninguem pode contrariar, podem falar no ano do Vitor Pereira mas qualquer verdadeiro adepto de futebol sabe que o VP sabia o que fazia, e que os 2 campeonatos que ganharam não foram obra do acaso, ele sabia o que estava a fazer e tinha uma tactita bem definida.
O FCP de Mourinho dominou a europa durante 2 anos com jogadores portugueses vindos de Setubal, Leiria, Espinho, Varzim, Salgueiros etc.. um grupo de pessoas iguais a nós, unidos para fazerem do FCP o melhor clube do mundo pela segunda vez em Tokyo, pessoas com raça que sabiam que para serem melhores que as outras equipas bastava esforçarem se mais, trabalharem em equipa e respeitar o simbolo que tem ao peito.
Eu não vivi na decada de 60, vivi agora, tenho 36 anos, vi o meu clube ganhar todas as competições e ser estrilhaçado pela imprensa nacional enquanto no estrangeiro era elogiado a todos os niveis, o meu avô viu as finais do Benfica, até tinha uma garrafa de vinho comemorativa do bi-campeão europeu Benfica, tinha fotos com Eusebio, tinha recortes de jornais sobre vitórias do Porto na europa altamente elogiadas pelos jornais da época, inclusive A Bola, as pessoas iam ao futebol sem medo, sem policiamento, nunca havia confusão.
Hoje em dia o futebol está melhor, mas nós como adeptos estamos piores, bem piores, irracionais, violentos, temos que nos acalmar, parar e conversar e levarmos isto para a frente.. entre todos..
O futebol na sexta feira foi atacado, nós temos que utilizar o futebol para promover a paz, e para isso temos que fazer as pazes, adeptos simples, adeptos organizados, grupos ultras de todos os clube, temos que deixar a violencia de lado e promover a paz, todos ficamos a ganhar com isso, e lutamos todos juntos por um futebol melhor cada um da sua cor e apoiando o seu clube., por um futebol melhor, por todos nós.
Mas também eu sou apenas um bacano, a minha opinião vale o que vale.. ou seja nada..
preciso de uma cerveja.. sagres ou super bock?.. tanto faz.. mas prefiro Super Bock.
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